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18 september ATENÇÃO!!!!!!!!!!!!!!!!!!ATENÇÃO!!!!!!!!!!!!!!
ESTE ESPAÇO SE MUDOU P/O SEGUINTE ENDEREÇO:
12 maart continuação de "O Encontro"
Por um momento, aquelas lembranças traiçoeiras invadiram meus pensamentos mais uma vez, e quando finalmente foram embora, quase levaram minha sanidade consigo. Resolvi dormir e meditar, mas lembrei que, alem de o sono parecer ter ficado com medo de mim, se o forçasse a aparecer teria um inimigo pior do que aquelas lembranças malignas: O pesadelo. Tudo isso me ocorreu numa fração de segundo, mas quando voltei minha atenção ao menino, ele já havia desaparecido, meu nome, porém, permanecia... Voltei a pensar em dormir, e no pesadelo, e avaliava se teria a coragem de arriscar. Poderia estar jogando meu resto de noite arruinado num abismo sem fim, ou poderia estar abrindo passagem para um pouco de normalidade, que já estava fazendo falta. Resolvi então ficar acordado e suportar meus próprios pensamentos doentios, ultimamente parecia ser capaz de atingir uma habilidade fora do comum em elaborar conspirações extremamente assustadoras, minha mente parecia por demais alimentada por contos de horror e pela internet. Mas nada se comparava ao terror de meus pesadelos, desde o acidente, sempre que os tinha, meu corpo despertava com espasmos violentíssimos, e por muitas vezes tive de correr para o banheiro, se não quisesse sujar minha cama de vômito.
“Eu via uma freira muito bonita andando numa estrada de chão forrada por folhas, mas ela parecia não poder me ver, e eu a seguia, fascinado com sua serenidade, enquanto ela carregava nos braços um bebê que dormia tranqüilamente. Ao chegar a um certo ponto ela entrou numa obscura floresta, que por sua vegetação não parecia ser originaria de meu país. O dia estava nublado, suas nuvens ameaçadoras deixavam que apenas uns poucos, e ínfimos raios de sol nos acariciassem as costas, sendo que, à medida que adentrávamos na floresta tudo ia ficando mais e mais escuro, e começava a se manifestar um hálito muito desagradável, até que o dia, começou a parecer-se muito com a noite, ou estranhamente, tornava-se de fato. O semblante da freira ia mudando conforme a claridade que se extinguia, ficava com uma expressão cruel, como se não se importasse com a vida da criança em seus braços, muito menos com o seu conforto, até que... Enfim ela havia parado, e diante dela, a causa do fedor na floresta. Uma cabra morta encontrava-se em adiantado estado de decomposição bem nomeio de uma clareira, que de clara não tinha nada, bem ali na minha frente, nada acontecia, ela só contemplava o animal morto até que, de repente, meteu seu pé esquerdo na barriga da cabra rasgando-a e revelando os vermes que agora habitavam suas entranhas. Mas não foi isso o que me deixou em choque, nem mesmo a parte em que ela cuidadosamente deposita o bebê ali naquele ventre apodrecido e carcomido, mas o fato de eu reconhecer o meu nome bordado no cueiro que antes envolvia o bebê, e que agora cobria aquela coisa”.
Esse era o primeiro episódio em que aparecia o meu nome, e agora, aquele menino demoníaco o escrevia numa parede em pleno prédio maldito. Com certeza havia algo em tudo aquilo, e eu temia que o próximo lugar onde meu nome aparecesse, fosse numa lápide.
Tentei por mais algumas vezes, ver aquele garoto, embora tenha sido em vão, isso me ajudou a tomar uma decisão que havia se tornado muito difícil desde o acidente... Emfim... Não podia mais transformar meu apartamento em um mundo para minha vida, onde eu podia ser o senhor absoluto, mas com medo de sair até a calçada... Minhas esperanças eram, de poder de alguma forma, encontrar aquele garoto na rua, sim na rua, pois se reuni coragem para sair, ainda não o tinha feito para chegar sequer perto do Ed. Amber, e não tinha idéia de onde ele morava. O porteiro se mostrou surpreso ao me ver no saguão, ainda mais pálido devido à quantidade absurda de tempo em que fiquei enclausurado, e as olheiras profundas que denunciavam as noites em claro em que sobrevivi, sem falar do acidente.O sol parecia mais voraz e cruel que o de costume, mas sabia que isso se dava ao fato, de meu condicionador de ar ter me proporcionado um clima europeu durante o meu claustro. Sentia de novo aquela maldita brisa quente, e carregada de poeira que vinha da rua. Meus pulmões custaram a se acostumar, enquanto eu segurava a tosse, num ato instintivo de parecer saudável, mas que não enganava ninguém. O porteiro disse um suculento “bom dia!”, e foi ignorado, o carro que havia providenciado, me aguardava prontamente, e o motorista parecia apreensivo, talvez pensasse que seria difícil para mim, entrar em um carro novamente. Mas o que me incomodava mesmo, era ter que ver novamente a minha cidade-prisão, com seus monstros suados e resmungões, da qual só podia sair uma vez por ano devido aos negócios da família, por que, ai de mim se precisasse participar de algo, mas meu pai me ensinou que a ausência prolongada era o inicio do fim, e eu precisava ao menos morar na mesma cidade. Não suportaria ser pobre, provavelmente seria devorado em um dia, pelos monstros que tanto me enojam. O carro estava impecável, e o motorista me lançava olhares curiosos que pareciam querer me perguntar algo... Dei-lhe algumas ordens depressa, para que pudesse ignora-lo o quanto antes, como fiz anteriormente com o porteiro. Não me agradava a idéia de conhecer a voz dos criados, para isso pagava outros menos ignorantes. Seguíamos pelas ruas da cidade num aparente passeio, enquanto eu sofria, cada vez que o carro passava por uma ou outra rua nas proximidades do edifício maldito, onde eu havia ordenado expressamente para não nos aproximarmos. Quando estávamos a uma distancia segura, fiz sinal para parar, saí do carro, peguei um binóculo que havia trago comigo, e fitei todo o comprimento da construção. Não vi mulher pálida, não vi garoto endemoniado, nem qualquer coisa que me parecesse maligna, a não ser que o prédio perecia sereno e convidativo, e antes que a coragem me enchesse, entrei no carro e voltei para casa. A esperança de poder voltar a viver sem medo, enchia meu coração, e eu sentia que devia fazer mais para isso. Mas apesar de passado esse período sem aparições ou atividades estranhas, eu continuava a ter pesadelos, cada vez piores, alguns alcançavam o campo do indizível, e meu cérebro, não passava de mais um inimigo cruel, que em todas as noites tentava covardemente me empurrar pelas escadarias sem fim da loucura. Mesmo com este poderoso inimigo, eu continuava pesquisando na internet, em livros sobre ocultismo, e besteiras do gênero. Não conseguia nada, a não ser alimentar meu pior inimigo contra mim mesmo.
Recebi um e-mail de um homem atormentado como eu, que havia conhecido em um fórum na internet, onde o propósito era dividir nossas experiências com o sobrenatural. Mesmo ocultando grande parte dos acontecimentos aqui relatados. Ele havia se mostrado muito interessado, e na mensagem, me aconselhava a procurar um padre que ele conhecia em minha cidade. A principio pensei em ignorar o conselho, mas quando li que o padre, não era um sacerdote normal, e sim um padre sensitivo, desconhecendo o motivo que me fez não achar isso uma colossal idiotice, resolvi pesquisar. Giovanno Bartollo, esse era o nome de um padre estranho. Nunca entendi por que, mas algo nele me lembrava Victor, e havia qualquer coisa maligna nele, algo que não me assustava, muito pelo contrario, me atraia, e mesmo com aquela fama de ser um homem duro e amargo, sentia que ninguém mais além dele poderia me ajudar. Pensei em observar os hábitos daquele padre por alguns dias antes de consultá-lo, mas ele me impediu logo no primeiro dia, quando parecendo sair das trevas de um beco contrario a entrada de sua igreja no subúrbio, ele me abordou, me chamando pelo nome e, pelas costas. Desprevenido, minha alma quase fugiu pela boca, tamanho foi o meu susto! Apos recuperar a audição, antes roubada pela sua inesperada abordagem, me virei rapidamente, e perguntei como ele sabia o meu nome, e ele me disse que meu pai se confessava com ele! Mas como poderia ser, se meu pai sempre foi um ateu praticante, e fazia de tudo para me afastar de qualquer religião? O padre parecendo ler meus pensamentos, esclareceu-me, dizendo que meu pai se confessava com ele, mas não como um padre, mas como um amigo. Foi então que o punhal, fincado em minhas costas começou a ser torcido pelas mãos de um passado doloroso, e percebi que se meu pai se confessava com ele, provavelmente ele conhecia meu passado, sordidamente bloqueado em meu cérebro... Estremeci, ele percebeu, e me disse para segui-lo. O padre era um homem alto e esguio, e eu não conseguia dizer ao certo sua idade, às vezes aparentava ter uns quarenta e cinco, e outras uns sessenta anos, seus cabelos eram extremamente negros e aparados num perfeito estilo Adolf Hitler, os olhos azuis acinzentados, sem brilho, e sua magreza e altura o envergavam, dando-lhe uma aparência bizarra. Segui aquele homem por uma viela lamacenta atrás da igreja e ao chegar na minúscula porta dos fundos, ele me ameaçou com os olhos e eu entendi que era para limpar os sapatos. No interior tudo, era modesto, mas muito limpo e arrumado, ele me guiou através de um corredor que era avarento em espaço, e que me obrigou a andar meio de lado, ate alcançarmos uma sala com uma pequena mesa. Entramos e ele fechou a porta, notei então que não podia mais escutar os sons que vinham de fora, e tive a impressão que nem eles se atreviam a entrar ali sem permissão. Sentei-me na cadeira sem olhar nada diretamente, tinha medo de armar ainda mais meu inimigo interior, e num eventual ataque, e se usasse aquele padre, estava certo de que perderia a batalha. Um calafrio me dividiu as vértebras da espinha, se não fosse os primeiros indícios da loucura eminente, aquela sala parecia esfriar gradativamente, mesmo com o calor descomunal do lado de fora. “Eu vi seu pai como realmente ele o era... e não me é permitido aceitar tal existência”. As palavras do padre me levaram num lugar obscuro, sitiado pelos demônios malditos da memória, que corroíam minha alma dolorosamente. Obvio que para um padre, meu pai era digno do ódio que todos os eles sentem, mas escondem, menos aquele sentado a minha frente. “Dorian você sabe, pois também foi envolvido, sei que lhe é dolorosa esta conversa, mas devo esclarecer”. Aquele padre estava agora rígido como uma estatua de madeira esculpida juntamente com a cadeira, não movia nada alem dos olhos e boca, aquela boca seca, e olhos cinzentos. “Maldito seja, padre!” Pensava... Ele me torturava apenas com o som de sua respiração, e tudo estava ficando insuportável, tive vontade de sair voando dali, mas algo me pregava à cadeira, e eu suava mesmo com o queixo tremendo de frio, mas ele continuou: “Toda a imundície e profanação de seu pai, meu ex-amigo, nada tem a ver com seu atual sofrimento, não há como lhe ajudar, e também não quero faze-lo, mesmo assim vou lhe dar um conselho como um cristão deve fazer, mesmo um homem contaminado na infância como você tem salvação, o que considero um erro da piedade de Deus, então ouça com atenção: Aceite seu destino, não resista”. Aquele miserável dizia-me não só que eu deveria ir direto para o inferno, mas também que deveria aceitar isso! Na mesma hora não pude deter o ímpeto de me levantar e proferir aquelas palavras duras, que acertaram o maldito padre, bem naquele coração frio e morto. Ele me olhou penosamente enquanto eu dizia, minhas palavras pareciam magoa-lo profundamente, justo aquele padre que parecia amargo e intransponível, agora parecia uma criança preste a chorar. Quando finalmente terminei, ele se levantou lentamente, foi até a porta, abriu-a, e quando eu alcancei a saída ainda pisando com força o assoalho gasto e frio daquele mausoléu ele agarrou meu braço com violência e disse entre os dentes: “Essas suas palavras cruéis, são a prova de que Lúcifer ainda vive em você!” Arranquei meu braço daquelas garras e saí sem olhar para trás. Aquela cena com o padre havia me abalado muito. Até agora não sei como consegui escarrar tais blasfêmias contra aquele padre, mas não podia mais me arrepender, estava desesperado, temendo por minha sanidade, uma seria desconfiança de que eu não passava de um esquizofrênico. Talvez a culpa fosse de meu pai, talvez eu estivesse pagando por seus pecados, mesmo assim não podia odiá-lo, ou tampouco ama-lo, não tinha certeza de mais nada, a não ser que precisava descobrir quem era aquele moleque dos infernos e, principalmente quem era aquela mulher que me assombrava com sua palidez cadavérica. Naquela noite sentia como se houvesse um maço de agulhas negras imaginarias em meus olhos, o que me impedia de dormir, mas não de ver os vultos criados por meu inimigo. O medo foi acentuado depois daquelas palavras, era o limiar da agonia, enfrentado por um covarde esnobe que sempre pagou para resolver seus problemas. Todas as luzes ficaram acesas, e eu evitava sequer olhar para a luneta junto à janela, era a certeza do que esperava, a mercê daquele prédio, pronto a me perturbar ainda mais, minha curiosidade era corajosa, e dizia para me aproximar e olhar, dizia sem parar, quase o bastante para me fazer ir de fato, mas não poderia, não antes do termino do processo de bloqueio daquelas palavras no meu cérebro. Decidi forçar os olhos contra as agulhas, e tentar dormir afinal. Acordei às quatro da manhã com um grito infernal, que me arrepiou os pêlos. Era extremamente alto ríspido e agudo, tanto que fiquei o resto da madrugada e do dia com dor de cabeça. Mal tinha me livrado das palavras duras que disse ao padre, e já tinha que me preocupar com essas do meu próprio grito: “Encontre-me”. 31 januari 4 continuação "de O Encontro"Novo lançamento: TN150-F/7. G., dizia o anuncio num site de vendas em que acessei. Era um modelo de luneta, a mais completa da época segundo informações obtidas em um fórum que visitei por acaso enquanto a procurava. Fiz o meu pedido e paguei, esperando, onde deveria ser cômodo, mas não foi. Recebi a entrega no outro dia, com uma pontualidade muito estranha, já que o serviço de entrega alega que sua encomenda estará em seu destino até as dez da manhã do dia seguinte. E ela de fato chegou, mas às dez em ponto mesmo! Recebi então minha TN150-F/7.G., com tubo de 150mm, espelho 138mm, e oculares parfocais! Seja o que isso fosse, admito ter entrado nesse jogo de marketing, devido à falta de paciência. Passei então a observar aquela montanha de tijolos amaldiçoados da janela de meu apartamento.Na primeira hora pensei ter visto almas penadas voando em volta da construção, mas logo percebi que penadas elas eram, mas estavam longe de ser almas... Comecei a pernoitar, e às vezes deixava de comer para ficar olhando, olhando... Procurando algo que me dissesse que não havia ficado louco, mesmo que meus atos mostrassem o contrario. Já estava quase desistindo quando em fim, vi algo no mínimo curioso... Lá naquele prédio, em um de seus andares eu podia ver claramente através das janelas enormes, um menino num corredor olhando fixamente em minha direção, sabia que era impossível ele me ver a olho nu, mas quão enorme não seria o meu espanto, um susto que quase parou meu coração, ao ver o menino arrancar do bolso com suas mãos pequenas um toco de giz para escrever na parede uma única palavra: “DORIAN”. 27 januari 3 cont. "O Encontro"Achei incrível o fato de que a morte de Victor, não despertou em mim nenhum sentimento de tristeza, nem mesmo uma lagrima fui capaz de derramar.Victor era, para mim, o que mais se aproximava de “amigo”, alguém que conseguia suportar, alguém com quem podia conversar. Agora me encontro só, em meu apartamento caro, cercado de coisas caras, mas sem valor... As horas passam, enquanto meu dinheiro rende no banco, assim como minha fama de “bom vivant”. Os dias tornavam-se insuportáveis, e aquela maldita mulher pálida não saía da minha mente.Como poderia? Seria mesmo um fantasma? O que mais? Olhava sempre pela janela, encarando o vazio. O calor de fora parecia querer penetrar furtivamente, me deixava enojado. Podia até sentir o odor fétido do suor das pessoas, que mais pareciam formigas abaixo de meus pés. Mas ainda assim não me sentia mais superior a ninguém... Não sem saber quem, ou o que, era aquilo que se parecia com uma mulher morta. Contemplava as vidas medíocres pela janela, olhava a arquitetura ruim dos prédios, podia até avistar uma igreja ao longe...; Mas espere! Sim era aquela, A Igreja de São Francisco de Assis! E se eu pudesse ver a igreja do meu apartamento, poderia também ver o Edifício Amber, já que ele era um dos prédios que a cercavam, sem esconder sua altíssima torre. O prédio tinha treze andares, e nem mesmo as constantes mudanças em relação à segurança, conseguia diminuir a dura estatística de seis suicídios por ano em media. Era recheado de escritórios, consultório, sedes para todos os fins. Logo atrás dele havia o “ED. RAVERIE”, e era produzida nele uma sombra colossal, já que era muito menor, com apenas oito andares, foi por lá que aquela “coisa” desapareceu... Busquei todo tipo de informações sobre o “ED AMBER”, e descobri que havia sido construído em 1962. A internet é uma ótima ferramenta, principalmente para os paranóicos. Segundo dizem, ao final da construção, faltando apenas uma semana para entregar a obra, um dos pedreiros se jogou do ultimo andar, mas o motivo só seria descoberto horas depois: O corpo de sua esposa foi encontrado num barraco na periferia da cidade, esquartejado. Aquilo ainda mantinha no rosto uma expressão de horror que seria sua ultima. Ao lado jaziam os dois filhos do casal, em estado não diferente da mãe. Assim David A. M. os havia deixado, para depois se jogar do prédio recém construído. Depois de uma pequena investigação da policia da época, descobriu-se que David era viciado em drogas, e tinha passagem por um hospital para doentes mentais. Desde então os suicídios nunca mais pararam. Ano após ano pessoas se jogavam do Edifício Amber, com poucas exceções de anos de calmaria.
24 januari 2 cont."O Encontro"Estávamos atrasados para um tedioso fim de tarde com umas garotas que Victor insistia em bajular. Aquilo era um fardo pesado para mim, já que eram mulheres alienadas, que seguiam ordens se revistas e televisão, esse tipo de mulher sempre foram vistas por mim como um tipo de brinquedo. O problema é que elas são todas iguais, e este tipo já não me diverte mais. Andamos algumas quadras pelo caminho de onde eu havia vindo, foi então que estremeci ao avistar de longe aquele prédio onde por detrás aquela silhueta fantasmagórica desaparecera... Ao nos aproximarmos senti um calafrio que me arrepiou os pelos da nuca! Em fim eu reconhecia aquela arquitetura sem imaginação, e me recusava a acreditar! Era este o prédio, “o prédio maldito”, assim chamado nos jornais, devido ao alto número de suicidas que mancharam suas calçadas. Este era o “EDIFICIO AMBER” Logo eu defensor da razão me deparando com assombrações?! Era demais para mim. Por um instante senti vontade de rir de mim mesmo, mas meu sorriso deu lugar a uma expressão de desespero seguida de uma outra parecida com aquelas que as pessoas em coma tem. Jesus! Alguém gritou da calçada, ao ver um mendigo ser estraçalhado pela lateral do pólo preto de Victor logo antes de batermos violentamente contra um carro forte que estava parado esperando o carregamento que vinha do banco no térreo do prédio maldito. Sim! Foi bem em frente! Pensei depois de acordar no “hospital memorial”. o medico disse que fui salvo por um milagre, mas Victor... Não havia sobrevivido. Mais tarde soube que somente o lado do motorista havia sido destruído juntamente com o corpo de dele, e que os dois guardas do carro forte tiveram seus corpos partidos ao meio no impacto. Não sei se foi um pesadelo, mas tenho certeza de tê-la visto nas sombras segundos antes do acidente...
27 december 1 cont. "O Encontro"
Fiquei olhando o espaço entre os prédios, onde aquele fantasma desapareceu, enquanto eu também escondia algo: A enorme vontade de seguir aquilo... Seja lá o que fosse; tudo me intrigava, o fato de eu ter percebido sua palidez espectral numa fração de segundo, e ainda me lembrar claramente de seu rosto...
“Momentos que jazem no passado nunca morrem, e sua volta em revolta contra nossa vontade...”.
As revelações daqueles últimos quarenta e oito segundos ressuscitaram lembranças do passado que, embora inofensivas, eram irmãs de outras, que eu não deveria lembrar nunca mais. Foi um esforço brutal ver somente flashes inofensivos, enquanto pontas de lembranças malignas circundavam quadro a quadro o que meu subconsciente mostrava. Lembrei de como observava minúsculos grãos de areia dos rebocos antigos, imaginando que, somente eu em todo universo já os havia visto; ou de como eu costumava apertar os olhos, para ficar fantasiando uma realidade distorcida com os pigmentos vermelhos e azuis que se formavam... O sol começou a incomodar meus pensamentos, raro acaso, ele me salvou de um doloroso esquema do cérebro, sempre ávido a nos trair com suas lembranças incontroláveis. Não havia nenhuma sombra a vista, a não ser o espaço entre os prédios, onde “aquilo” fugiu, um espaço que mais parecia as entranhas do sub mundo, porque lá, mesmo com o sol alto, permanecia escuro como a noite. Tive que circular entre as pessoas e os monstros de um metro e sessenta por um de largura, rostos hediondos e suados, roupas ultracoloridas, vociferando absurdos o tempo todo. Andei ...Andei e me atrasei. Victor já poderia ter ido embora, mas era melhor eu verificar, afinal ele é o meu “Lorde Henry Wotton”, como costumávamos brincar.Victor era um sujeito raro, cheio de manias e assustador, e digo assustador sim, visto que Victor era um homem com quase dois metros de altura, sua pele era morena, e seus cabelos absurdamente lisos contracenavam com seus olhos verdes e puxados, um perfeito papel de faraó, o que gerava sempre meus comentários preconceituosos só para irritá-lo. Certa vez , lembro, ficamos muito tempo sem trocar palavra, por conta de uma mulher em comum, mas ela queria os dois, e se há uma coisa que ambos aprendemos na vida é nunca dividir mulheres. Ela queria a mim porque adorava destratar os outros, e pelo dinheiro, e Victor pela aparência ... As vezes penso que nossos nomes deveriam ser trocados. O sol continuava a me castigar, quando escutei alguém gritando meu nome, “Dorian, imbecil!” Era Victor em seu Pollo preto franzindo a testa, e com uma carranca me fazendo sinal para entrar. Entrei mudo e fechei a janela, como que para escapar do inferno. 22 december O EncontroMeu nome é Dorian Gray, um nome escolhido por meu pai devido a sua admiração por um livro de Oscar Wilde, uma irrelevância a julgar pela minha aparência não condizente ao personagem, que era exemplo de beleza, quase sobrenatural... Vivo num ambiente odioso, bizarro e inaceitável a mim, embora perfeito para a maioria das pessoas. Minha antipatia à pátria, sempre me pareceu um tanto absurda, porém mais forte do que eu. Por esses motivos, justos ou não, prefiro não revelá-la. A fonte em que busco meus conhecimentos é precária, e sempre tenho a impressão de ter nascido em lugar e época errados, apesar do meu constante uso da tecnologia, pois é impossível ignora-la nesta época, minha maneira de pensar e agir é constantemente desaprovada por todos, o que me remete a uma deliciosa sensação de superioridade. Um breve relato sobre acontecimentos extraordinários ocorridos sob um calor infernal, típico de minha malfadada terra, é meu interesse neste depoimento que estou prestes a dividir... Era mais um dia miserável, banhado por um calor vulcânico, amaldiçoado à exaustão por minha mente, e como de costume as pessoas me irritavam a todo o momento com suas reclamações e murmúrios de ladainha insuportável, que minha mente se esforçava em ignorar. Encontrava-me, parado olhando fixamente o vazio, visão muito adequada, já que não tinha interesse sobre as vidas medíocres que me cercavam. Mas algo chamou minha arrogante atenção; uma silhueta feminina, discreta que, em um segundo antes de oculta por carros frenéticos, me contemplava do outro lado da avenida, e noutro dobrava a esquina desaparecendo entre prédios hediondos de arquitetura sem imaginação. Estremeci... Ali naquela calçada do outro lado da avenida, semi-oculto por carros apressados e gente ignorável. Ali se dava inicio a uma trama de acontecimentos aterradores. 14 december instintoinstintivamente,ousadamente, brutalmente, desesperadamente, o homem se vê sempre só, mesmo rodeado de pessoas. O homem conteporâneo é vitima de sua propria inabilidade em agir com sinceridade, levado por valores em suma, decadentes, e que não funcionam (por séculos), buscando sempre interagir de maneira agressiva, e/ou opressiva.
se Hitler, fosse hoje, apenas um jovem planejando o futuro, seria aceito em qualquer lar cristão do mundo... Somos todos por dentro, o oposto do que somos do lado de fora,e como todos sabem, às vezes uma embalagem bonita, pode conter um veneno, ou mesmo um produto apodrecido... 07 november Para vocês tolos que aguardam o "Helter skelter"...Indiferença de minha parte às pessoas de pensameto pequeno, e irritante...
Minha crescente arrogância não me permite sonhar com uma sociedade pertinente...
Tenho visto noticias sobre racismo e intolerancia étnica...Eu penso...O ser humano deveria ser descriminado, independente de credo raça ou etnia...Tolos..."Helter Skelter"...Besteira! a raça humana é que é doente, toda ela. As pessoas insistem em glorificar o ser humano. "O centro do universo"...Uma criatura passível de atos doentios à medida do seu prazer, hediondo, cruel... Cômico..."O poder da influência"... Arma perigosa nas mãos do homem, que, porém, sua falta, nada ipediria...Ou mudaria...O ser humano é tão ignorante, que é capaz de se destruir lentamente sem tomar consiência que só prolonga a própria dor. 27 oktober Pensamentos de Dorian......O FRUTO DO AMOR É UMA MAÇÃ PODRE...
...O ÓDIO É IRMÃO DO AMOR, A MORTE É A MÃE...
...DOIS INDIVÍDUOS NÃO AMAM PARA SEMPRE, SE INSISTIREM A MORTE OS SEPARA...
...O AMOR SÃO AS REDEAS DA HUMANIDADE NAS MÃOS DE DEUS...
...O AMOR É O PILAR DE UMA SOCIEDADE DECADENTE...
...NÃO HÁ ATROCIDADE MAIOR QUE O ATO DE AMAR...
...SEM AMOR O HOMEM NÃO VIVE, COM AMOR ELE PERECE...
...VIVEMOS PARA AMAR, E AMAMOS PARA MORRER...
...O SUICÍDIO É UM ATO DE AMOR COM A PRÓPRIA VIDA...
...O CORAÇÃO DO HOMEM É O PRIMEIRO A FICAR DOENTE...
...O AMOR MORA ENTRE DEUS E O DIABO...
...QUEM FOI DESTRUIDO PELO AMOR, COM ELE DESTROI...
...O AMOR É UM MAL NECESSÁRIO...
...O AMOR É UMA DOENÇA INCURÁVEL...
...AMAR É SER COVARDE...
...O AMOR É A ANÁLISE DA DOR...
...AMOR E DESESPERO VEM NO MESMO PACOTE...
...O ÓDIO É SÉRIO, O AMOR É SEVERO...
...O CORAÇÃO SUBJULGA A MENTE, O AMOR SUBJULGA O CORAÇÃO...
DORIAN GRAY DEAD. |
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